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Inteligência artificial: cérebro eletrônico!

POR CAIO KUSTER

É incrível como o futuro é algo imprevisível em sua totalidade. Nem os filmes mais futuristas das décadas de 80/90 poderiam prever com detalhes que algum dia os ativos mais importantes de uma economia não seriam o produto, o processo produtivo ou o serviço, mas os dados, a classificação, a catalogação e a ordenação destes dados. E que esse ativo pode possibilitar a parametrização de sistemas, desenvolvimento de tecnologias, formas de pensar, alimentando máquinas para que estas possam até mesmo autoras de ideias e invenções.

Historicamente, passamos por ao menos três grandes revoluções: a agrícola, a industrial e a da informação. De 1920 para a atualidade, atravessamos modelos centrados em produto (1920), processos de produção (1950), qualidade (1970), competitividade/globalização (1990), informação (2000) e conexão (2009-19). É fato que grandes revoluções e disruptividades estão acontecendo em ciclos muito mais curtos de tempo, o que reforça a percepção de que, por certo mesmo, somente a mudança.

Vivemos agora (em 2019) o desafio de estabelecer a convivência entre ser humano e tecnologias que extinguem postos de trabalho, promovem maior produção e eficiência, com autonomia das máquinas, inclusive capacidade destas em aprender, refletir e decidir! Essa revolução é silenciosa, mas poderosa. Afinal, já incorporamos celulares capazes de entender a voz humana, sistemas de reconhecimento de imagem, diagnósticos de saúde e mais: sistemas que entendem o que gostamos (quando acessamos Netflix, YouTube, Spotify, Ifood).

Com a inteligência artificial, as máquinas já são capazes de executar tarefas antes exclusivas dos humanos com mais eficácia, produtividade e menor risco. Mas será que a tecnologia vai acabar com os empregos? Como equalizar o número de novos postos de trabalho que surgem por demanda das tecnologias com aqueles que se extinguem todos os dias com elas?

Sem dúvida alguma, a tecnologia impacta porque mobiliza o mercado de trabalho. Se pensarmos o futuro dentro da caixinha do presente, dificilmente vamos encontrar a resposta para todas as questões iminentes da introdução e evolução da inteligência artificial na vida das pessoas. Assusta no presente, mas o tempo e o futuro trarão respostas que hoje não conseguimos prever.

Será que alguém conseguiria prever o que fariam os milhares de telefonistas que perderam o emprego com a automatização das ligações ou o que seria dos milhares de laboratórios de revelação de fotografias? E as locadoras de vídeos? Já nem lembramos de tantos negócios que perderam sentido de existência e postos de trabalho desaparecidos, porque vivemos o hoje.

Parafraseando Silvio Meira: a melhor maneira de prever o futuro é estar nele! O que você está fazendo para acompanhar o futuro que está chegando?

CAIO KUSTER É POSSUI PÓS-GRADUAÇÃO E PROCESSO CIVIL E DIREITO CIVIL, DIREITO DO TRABALHO E PROCESSO DO TRABALHO. MESTRANDO EM DIREITO CONSTITUCIONAL. ADVOGADO ATUANTE EM FRANCHISING, DIREITO EMPRESARIAL TRABALHISTA, DIREITO BANCÁRIO E DIREITO DIGITAL.